Hoje, vários sites estão fazendo uma blogagem coletiva em defesa dos direitos de crianças e adolescentes serem amados, aconchegados e bem orientados - e não espancados por quem deveria justamente cuidar deles!Nós acreditamos que carinho e atenção são a chave para uma vida mais feliz, e isso vai desde a disponibilidade para dar colo aos filhotes sem ter medo de deixá-los "mimados" até entender que não se deve bater em ninguém, ainda mais quando o agredido não tem a menor possibilidade de defesa. Bater em criança é covardia, sim, e devia ser crime com punição muito maior.

No grupo, de qualquer jeito, eu comecei a expor os meus anseios sobre a médica que me atendia e que fugia do assunto, toda vez que eu começava a falar sobre minha vontade de ter parto normal. “Não é hora de falar sobre isso”, dizia ela, no auge dos meus seis meses de gravidez. E eu pensava comigo mesma, “se não é hora agora, quando vai ser?” Acabei escolhendo uma outra médica da lista do plano e marcando consulta, pensando em mudar de obstetra. Foi trocar seis por meia dúzia: ela me viu acima do peso, operada de gastroplastia, e afirmou que eu deveria fazer cesárea de qualquer jeito, porque “não teria condições de fazer força com os músculos da barriga”. Me disse que eu tinha uma separação entre os feixes de músculos – uma “diástase” – e me acenou com um vale-brinde: faria uma espécie de plástica restauradora ainda durante o parto, aproveitando a incisão. Não mencionou o fato, claríssimo até para mim que sou leiga, de que operar uma barriga distendida pela gravidez não deveria dar um resultado muito promissor...

